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24.7.05
be
A tristeza da cama sorri. O jato dos toaletes fuma. Meu amor se move conforme minha respiração, tento então bloquear os pulmões. A cavidade do sexo é coberta com névoa, e a névoa altera todo o processo de reflexão da luz, por isso você me ama. A sua cara bonita é a minha manta. Silenciosamente, eu construo a nossa casa acima de nós. Quero acreditar que seu retorno não é um abandono. E todos os assuntos polêmicos são detergentes e não alarmes. Espero ser carregado quando desmaiar. Espero desmaiar quando acordar. A alegria da cama chora. Esse sujeito consegue entrar no meu coração e virá-lo pelo avesso. Todos os climas são adoráveis, todas as emoções lutam até a morte. Tenho uma vida interior exuberante, o mundo é muito belo, a situação global não me assusta, mas me sinto como quem assiste ou participa de uma tragédia grega, quero outra vida, não gostei dessa. Remova o mundo dos meus pés com a sua pá de servir bolo e deixe apenas lírios e pérolas, e eu descansarei na beleza do mundo, saboreando o medo e a maravilha de ser humano, sendo uma vespa.
21.7.05
grafo
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17.7.05
16.7.05
Jude Law
cupido locado
Odeio não ter ninguém para me abandonar, queria ser lésbica. No banho, vou apertar meus seios até eles explodirem. Minha única diversão é a cadeira giratória. Fugir do rock, pegando um táxi, seria maravilhoso. Mas é o que há, infinite sadness. Se a respiração tivesse espaços em branco que pudéssemos preencher com música, ela se tornaria multidimensional, o ar se tornaria eletrizante. No apartamento de cima está rolando uma festa, as taças de cristal estão sendo arremessadas pela janela, eles estão dançando sobre os sofás, as luzes piscam, parecem estrelas. Não recebi nenhum convite, nenhuma estrela, mas há uma taça aqui, vazia, estou dentro dela. E ela está dentro de mim. A festa lá em cima é deles. Há mais de duzentas hostess na porta. Vou então me maquiar e me deitar. Vou então engolir o gloss.
14.7.05
uia! a Daslu agora bem que podia fazer uma ponta de estoque, hein?! ô!
12.7.05
ao portador
Quando eu saio, é pra entrar em coma. Então, não é uma saída. A cerveja, a cidade, o palco. Nada me interessa, estou reprovado. Quem é lindinho não fica dependente. Estou seguindo aquela linha podre de foto tosca. Eu fico dependente. Sou um imenso esquilo meio confuso saltitando desajeitado, saindo da toca, trocando os pêlos, preso aos dentes de aço do compromisso. Eu preciso amar você. Mas com a alma das tesouras sem ponta.
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© Copyright muigats by Victor Carbone 2001-2005
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